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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2016

NATAL DE MENINO LUZ

Natal de Menino Luz É o Natal de Jesus Messias Para se cumprir a Escritura. Nasceu Jesus da Virgem Maria numa gruta, sinal de Paz e Luz. É o Natal de Jesus Redentor Para expiar o pecado original. Nasceu-nos Cristo o Bom Pastor Para na Cruz morrer (i)mortal. É o Natal de Jesus Verbo Divino O Deus da Paz e Luz feito menino Para das trevas a todos libertar. É o Natal de Jesus Cristo Messias P’ra nós Corpo e Sangue Pão da Vida. Natal de Amor, Paz e Luz p´ra celebrar. 20 de dezembro de 2016 /PªNova AlfBernardo Couto

publicado por AlfBernardo Couto às 14:56
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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2015

NATAL MISERICÓRDIA

NATAL MISERICÓRDIA Nasceu Jesus, Nasce Emanuel, Nascerá em nós o Salvador P'ra nos levar da Terra ao Céu Até Deus Misericordioso. Nasceu Jesus da profecia Nasceu o Messias em Belém Para nos devolver à Vida Morreu na Cruz p'ra nosso Bem. Nasceu Jesus no presépio Foi morto e ressuscitado P'ra nos libertar do pecado. Vive Jesus nos Evangelhos A Palavra que é Boa Nova Rosto de Deus Misericórdia. PªNova,22 dez2015 AlfBernardoCouto

publicado por AlfBernardo Couto às 20:40
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Sexta-feira, 3 de Julho de 2015

O HOMEM e a NATUREZA

CRÓNICAS DA CONDIÇÃO HUMANA – LXXXIV Alfredo Bernardo Serra O HOMEM e a NATUREZA É da natureza humana a necessidade telúrica, ou seja, o Homem de barro [corpo constituído por minerais de todo o tipo (ferro, cálcio, fósforo, magnésio, …) e água na sua maioria cerca de ¾ da matéria corporal] tem necessidade de mexer a terra (lembra-te, homem, de que és pó e ao pó tornarás), de contactar com a natureza. De tal modo é a ligação do Homem à Terra que desde os tempos remotos a cura de certas doenças era procurada e desenvolvida em espaços integrados na natureza, em casas-hospitais envolvidos por árvores e arbustos, nomeadamente na área da psiquiatria. Hoje recorre-se a terapias por contacto com animais (hipoterapia), afago deste ou daquele animal como meio de acalmia de stress, agitação interior da pessoa, bem como os benefícios das águas termais. É extraordinário o que a história das civilizações nos ensina acerca do respeito dos povos pela Natureza. Ensina o velho chefe índio na maior das linguagens simples que «herdamos a Terra que deixamos aos nossos filhos», pelo que não sendo nossa a devemos preservar, cuidar dela para a entregarmos melhor do que a encontrámos. Está todo este pensamento em linha fiel com a Criação divina. Deus criou o Mundo e viu que tudo era bom. Depois no vértice da sua criação (…) criou o homem e a mulher e confiou-lhes “a responsabilidade sobre toda a criação, a tarefa de tutelar a harmonia e o desenvolvimento” (Compêndio da Doutrina Social da Igreja,-CDSI, 1ªed., 2005, principia, 451).Ensina-nos a Igreja Católica que o ambiente é um bem colectivo e como tal deve ser cuidado com um sentido de responsabilidade comum. É doutrina social da Igreja Católica, por exemplo, que “todos, indivíduos e sujeitos institucionais, devem sentir-se comprometidos a proteger o património florestal e, onde necessário, a promover adequados programa de reflorestamento” (CDSI, 466). Por sinal, é assunto na ordem do dia a preservação do ambiente em múltiplos teatros da sociedade, a defesa ambiental é hoje preocupação crescente de cidadania consciente, de política responsável, de educação social por uma relação saudável com o Ambiente na Terra, enfim, elo menos Organizações de dimensão mundial como a ONU manifestam intenções de cuidados para com a natureza. Todos os anos o dia cinco de junho é assinalado como Dia Mundial do Ambiente. E no entanto os atentados ambientais, o flagelo dos incêndios florestais, as lixeiras a céu aberto e os esgotos vazados nas águas de rios, lagos e mares são uma triste e vergonhosa realidade. Apesar de desde há muito se proclamar o ‘direito à pureza do ambiente’: «Trata-se do problema ecológico, da necessidade de preservar a terra, o ar e a água da poluição com que é ameaçada. É triste pensar que no futuro o leite pode ser envenenado porque as vacas pastam em prados poluídos, que os peixes podem ser prejudiciais por habitarem águas inquinadas (infelizmente a maior parte morre antes da pesca), que teremos de usar máscaras de gás devido à atmosfera poluída. Outra forma de poluição do nosso tempo é a sonora: vivemos no ruído que nos causa stress e doenças. Que os homens saibam evitar degradação maior do meio ambiente, que saibam colocar a pureza da Natureza acima dos vis interesses do dinheiro. Pior ainda é a poluição radioactiva que podem provocar as centrais de energia nuclear. A maior energia é a saúde” (in É preciso renascer -pastoral juvenil, 1981, J.H.Barros de Oliveira, 231) Com a graça de Deus, fez o Papa Francisco publicar a encíclica Laudato (Louvado sejas) que fala de ecologia e do cuidado pelo ambiente em todas as suas dimensões: - o desperdício de recursos e a poluição das águas, assuntos sociais, como o aborto e o tráfico de pessoas, e assuntos económicos. Alguém dizia a propósito que o Papa Francisco agitou toda a gente nas cadeiras do Poder, políticos e empresários multinacionais e muitos outros que sentiram a pedrada no charco das suas consciências pelos atentados à mãe-natureza. Com Laudato, somos convocados pelo Papa Francisco a uma conversão ecológica mas também a uma mudança de paradigma social, nomeadamente desafiados a uma cultura e vivência humana de relação entre o grito da Terra e o grito dos pobres: "Muitas vezes falta uma consciência clara dos problemas que afectam particularmente os excluídos. Estes são a maioria do planeta, milhares de milhões de pessoas (…) hoje, não podemos deixar de reconhecer que uma verdadeira abordagem ecológica sempre se torna uma abordagem social, que deve integrar a justiça nos debates sobre o meio ambiente, para ouvir tanto o grito da terra como o grito dos pobres." Proença-a-Nova, 21 de junho de 2015

publicado por AlfBernardo Couto às 11:14
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HOMEM PEREGRINO

CRÓNICAS DA CONDIÇÃO HUMANA – LXXXIII Alfredo Bernardo Serra HOMEM PEREGRINO É da natureza humana o sentimento de o homem se sentir peregrino na Terra. Ao cumprimento comum “então, como vai?”, é comum ouvir-se a resposta: “cá vou, vai indo”. As páginas da História registam manifestações de peregrinação pelo Homem a lugares específicos: alto do monte, nascente ou margens do rio, templo por si construído para adoração da divindade… Em “Perefrinações”, Matilde Battistini escreve: «A peregrinação como uma metáfora da vida e da existência, no sentido pleno de experiência que a moldam e transformam, configura a identidade mais profunda do indivíduo.» (2011, p.6) A propósito, e porque a peregrinação é sempre uma viagem, registe-se o que diz Claudio Widmann: «A viagem é do homem. Nómadas e emigrantes, pioneiros e exploradores, astronautas e peregrinos, turistas e viajantes são todos os dias os intérpretes desta experiência… Porque cada viagem é sobretudo uma viagem interior.» (in Battistini, id.) A peregrinação assume normalmente carácter religioso realizada por viagem a lugar santo. E porque assim é, constitui-se na Igreja Cristã, desde os primórdios, como expressão visível da fé e da religiosidade dos fiéis do Povo de Deus, “pertencentes a uma comunidade historicamente peregrina em busca da Terra Prometida” (in Liturgia Diária, maio2015, p.28). Em Portugal, maio é o mês marcante da vivência peregrina nos caminhos de Fátima. Nos dias que antecedem o treze de maio, as estradas são palmilhadas por milhares de peregrinos, homens e mulheres de todas as idades, com diferentes experiências de vivência religiosa e sentido espiritual, vectores que por si condicionam e definem o espírito de peregrino. Ao empreender a peregrinação, procure o peregrino preparar-se interiormente com a consciência de a peregrinação ser «um processo de renovação interior com o intuito de devolver quem a faz a um estado de pureza original, refazendo as etapas de iniciação, o sofrimento com a alegria, das figuras divinas que a criaram.» (ibid.) Por conseguinte, cada vez mais se justifica o acompanhamento do peregrino por quem se assuma Guia de peregrinos e que o peregrino assuma inteiramente a sua condição de peregrino. É também neste campo fundamental que o peregrino, antes de iniciar a peregrinação, faça uma preparação espiritual e humana sob orientação de ministro ordenado (sacerdote ou diácono), se possível com o seu pároco, para que tudo aconteça em “peregrinar com fé!”, no princípio de que “peregrinar é: um convite de Deus; uma expressão de Fé; um acto de louvor e intercessão; um momento de conversão (reconciliação com Deus e com os irmãos); manifestação de alegria: ‘que alegria quando me disseram, vamos para a casa do Senhor!’, (salmo 21) como cantava exultante o Povo peregrino de Israel. Proença-a-Nova, 22 de Maio de 2015

publicado por AlfBernardo Couto às 11:13
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(D)O ventre da Mãe ao Amor de Mãe

CRÓNICAS DA CONDIÇÃO HUMANA – LXXXII Alfredo Bernardo Serra (D)O ventre da Mãe ao Amor de Mãe É da condição humana a procriação e por natureza feminina a maternidade, a qual é coisa somente própria e singular da mãe. A semântica definidora da palavra ‘mãe’ não deixa margem para dúvidas no seu significado: “mulher ou fêmea que teve um ou mais filhos; mulher que dispensa cuidados maternais; (fig.) fonte; causa; lugar onde uma coisa teve origem; a nossa primeira mãe - : Eva.” (in dicionário da Língua Portuguesa, 6ª edição, Porto Editora). Portanto, em primeira leitura e segundo as leis da natureza, mãe é aquela de cujo óvulo fecundado pelo espermatozóide nasceu a vida do novo ser humano. Sendo também verdade que mulher é a que dispensa cuidados maternais, perguntemo-nos desde logo se alguma mulher amará qualquer uma criança não gerada no seu ventre com o mesmo sentimento da mãe carnal. A resposta será óbvia: não! Diz o povo mui acertadamente com a sabedoria dos tempos: não há amor como o amor de mãe! Desta reflexão decorre inevitavelmente um tremendo dilema já terrível realidade: então, no caso da gravidez ocorrida em barriga de aluguer, quem é a mãe? A mulher doadora do óvulo ou aquela mulher em cujo corpo se processou a gestação? Estamos perante um problema de legitimidade procriadora mas também de consciência moral no quadro gestação intrauterina duma vida. Por outro prisma axiológico, isto é uma questão de princípios pela própria natureza das coisas e de valores morais no respeito pelas leis da Criação enquanto projecto de Deus para a Humanidade. Proença-a-Nova, 19 de Abril de 2015

publicado por AlfBernardo Couto às 11:11
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À PROCURA DE… ECCE HOMO (?)

CRÓNICAS DA CONDIÇÃO HUMANA – LXXX Alfredo Bernardo Serra À PROCURA DE… ECCE HOMO (?) É da condição humana a busca de si mesmo na ânsia da realização plena, a busca da humanidade na sua essência. E neste querer conhecer-se, o homem vai para além de si, transcende-se na descoberta da sua natureza humana e por ela mesma caminha ao encontro da entidade superior a que chama deus. Certamente por isso encontramos referências divinas em todas as civilizações, povos, tribos, etnias, culturas humanas. Desde os primórdios que o Homem tendeu à divinização de diferentes elementos da vida e da natureza, como é próprio do Vodu, e assim fizeram os egípcios, gregos e romanos: deus Hélios - do sol para os gregos e para os egípcios o deus Rá ou Re; da tempestade (Hadad-deus sumero-babilónico); deusa das florestas e dos pastores (Fauno/Pã–romanos); adoração das águas do rio (índios, gregos, hindus,…), até à criação de deuses para os sentimentos, atitudes e o que é simples e naturalmente da condição humana como o amor: deuses Eros e Cupido-gregos, deusa Afrodite-grega e Vénus-romana; deus da guerra: Marte-romano e Ares-grego; para a paz a deusa Irene dos gregos e para os romanos a deusa Pax. Também a beleza tinha os seus deuses: Apolo-gregos, Asclepio – deus grego da medicina) e claro à morte presidia a respectiva divindade: Anúbis e Andjey para os egípcios, o deus Hades nos gregos e Cronos-romano, Kala (deusa hindu da morte d a destruição) Masha ou Dama Branca para os ;Celtas, Azrael - o Arcanjo da Morte islâmico (Islão) é também o Anjo da Morte na tradição e folclore judaico-cristãos. Muitos nomes de deuses e deusas têm sido atribuídos a isto e àquilo, para este ou aquele fenómeno da natureza, símbolo ou facto da vida humana no plano das religiões. E claro também àquele que é o criador e senhor da vida e de todas as coisas, ao deus dos deuses é dado um nome próprio (referimos apenas alguns desses nomes dados ao deus supremo que controla as forças naturais e o destino humano): Zeus para os gregos e Júpiter ou Dis Pater segundo os romanos, Brama no hinduísmo, Alá para o Islão, Ihavé/Javé/ para os judeus, Deus para os cristãos. Em leitura pela mitologia e breve análise das religiões à luz da antropologia nas diferentes culturas civilizacionais da humanidade, somos levados à inevitável conclusão da necessidade incessante do homem viver uma espiritualidade que tanto o anima na sua peregrinação quanto o ajuda a sentir-se ser vivo umbilicalmente ligado ao Criador e protector dos seus dias, a quem chama Deus. Mesmo os que fundam a existência apenas na mutação da matéria e evolução das espécies numa interpretação racional da vida e das suas dinâmicas, mesmo estes, mais cedo ou mais tarde, acabam por vacilar sob a razão e, que mais não seja intelectualmente dominados pela emoção no questionamento do conhecimento de Si e consequente dúvida acerca da própria vida e seu declínio, na consciência de que a juventude se foi e o corpo não é eterno, admitem a força sobrenatural, algo mais para além desta sua vida experienciada, enfim, não põem de parte a “entidade superior” às coisas, “o ser divino”, afinal, lá no fundo, podem não o dizer mas admitem que Deus existe. Porque então se pergunta: que é o homem? Que sou eu?… Eu, que tinha poder…eu, que (co)mandava…eu, que era amado…eu, que tinha forças… Eu, que era… Veio o dilúvio, e tudo levou. Vivi a guerra, e perdi tudo. Perdi a fortuna…roubaram-me e foi-se o tesouro…Sofri com a doença…Veio a morte e levou-me a mãe e o filho… Voltei-me para Deus, e renasci. Busquei no interior da alma…encontrei Ecce Homo, Jesus, e acreditei. Converti-me, abracei a Cristo, e renasci das cinzas feito homem novo, porque unido ao único e verdadeiro Deus. Proença-a-Nova, 22 de Fevereiro de 2015

publicado por AlfBernardo Couto às 11:10
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CRÓNICAS DA CONDIÇÃO HUMANA – LXXXI Alfredo Bernardo Serra Via Sacra vs. Via Luccis Na sua condição natural o homem busca a felicidade, procura o prazer…nega-se à dor! Ao cumprimento simpático: - “Olá, então, como vai?”, é comum ouvir-se responder: -“cá vou indo?”; outros lamuriam-se de que a vida é um calvário ou ainda para outros uma via-sacra. Uns e outros consideram pois que a sua vida é cheia de espinhos, tudo é tristeza e dor. Lamentações porventura derivadas do “Ser a vida e não ter já vida” (Vitorino Nemésio), no esquecimento de que afinal “Somos nós os culpados do que somos” (Miguel Torga). Nesta deriva contra a dor, propalam-se chavões contra a vida, enfunam-se vozes na defesa da morte assassina que tira a vida humana apenas para pôr fim ao sofrimento da pessoa, ou seja, na prática da eutanásia. Como se interromper a vida com a morte voluntária não fosse crime! E quanta dor fica no coração da mãe-mulher depois do aborto? Tanto sofre o pai e tamanha dor é a da mãe que perde um filho! Qual dor de Maria, aos pés de Jesus na cruz da Paixão! Oh! Mater dolorosa! Na revista “Arautos do Evangelho” (fev.2015, n.º 141), o editorial titula ”a vida e a dor” com sustentação em Job (7,1): “A vida do homem sobre a Terra é uma luta”. Mas logo adiante o editorialista apresenta a chave para a resolução da luta: ”O homem de fé encontra na dor o pleno significado de sua existência (…) Quem compreende quanto é natural sofrer, pode até gemer, e pedir a Deus que afaste a dor, mas se aclimata a ela como seu ambiente próprio. O sofrimento bem aceite dá esta alegria, esta serenidade que os antigos chamavam consolação”. O consolo que Job procurou junto de Deus, lembrado de que a vida humana é um sopro. De tão efémera que é a vida e fugazes os dias, de que adianta matar a vida porque nela há dor, se maior é a dor de quem a tira e a eterna dor se condenam o assassino e o suicida? Leve é a cruz na vida humana, se comparada com tantas vidas sem a dignidade humana em si mesmas. Tão pouco penosa é a peregrinação humana na Terra, comparada ao atroz sofrimento de Cristo a caminho do calvário do Gólgota. Quase terna é a dor corporal se comparada à tristeza espiritual causada pela sombra do Mal! No capítulo dedicado ao Sofrimento, em Sulco, São Josemaria Escrivá escreve: “Quanta neurastenia e histeria se eliminavam se – com a doutrina católica – se ensinasse deveras a viver como cristãos: amando Deus e sabendo aceitar as contrariedades como bênção vinda das suas mãos! (Sulo, 249). Neste mesmo entendimento da dor, é ainda São Josemaria Escrivá que aconselha: “Une a dor – a Cruz exterior ou interior – com a Vontade de Deus, por meio de um «fiat!» generosos, e encher-te-ás de alegria e de paz.” (Forja, 771) Apesar do sofrimento e da dor tão naturais da condição humana, façamos desta via sacra da vida uma via luccis humana que nos leva à eternidade celestial, qual via sacra que caminho para a morte na cruz foi meio indispensável à ressurreição de Cristo. Proença-a-Nova, 21 de Março de 2015

publicado por AlfBernardo Couto às 11:05
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EM NOME DE…

CRÓNICAS DA CONDIÇÃO HUMANA – LXXIX Alfredo Bernardo Serra EM NOME DE… É da condição humana tanto a necessidade relacional quanto a busca da filiação divina, o que é próprio do sentimento humano em indefectível relação do filho com o pai e a mãe que lhe deram a a vida. É ainda neste plano relacional que se inscreve em absoluto toda e qualquer atitude do amor incondicional de filho. Isto mesmo nos ajuda a compreender as férreas e ferozes atitudes daqueles que a tudo recorrem em nome de Deus e com determinação cega se lançam em guerreiras cruzadas na, pela e para a defesa da fé que professam. Mas é bom e conveniente reter a propósito as sábias e santas palavras de São Josemaria Escrivà: «Não se pode ceder no que é de fé; mas não te esqueças que, para dizer a verdade, não é preciso maltratar ninguém.» (Forja,959) Decerto já o prezado leitor associou estas palavras aos factos dos últimos tempos ocorridos em Paris sob a forma de atentado terrorista contra o jornal satírico Charlie Hebdo e subsequentes guerrilhas. Sim, mas não só, porque cabe aqui todo o tipo de fanatismo religioso, ideológico, clubista; enfim, o fanatismo, a intolerância, a violência, a insídia e a calúnia, a injúria e a blasfémia são garrotes da paz e da fraternidade entre os homens. Hoje como nos tempos medievais e também na justificação da condenação de Jesus à morte de cruz se invocou o nome de Deus. Nos remotos tempos da história da igreja cristã, mormente com incidência no período do séc.XI a XIII, nobres e cavaleiros da europa partiram em demanda nas cruzadas para irem defender as terras e lugares santos de Jerusalém mas também as terras cristãs já antes tomadas pelos muçulmanos, nomeadamente a Península Ibérica, por via duma suposta guerra santa dos sarracenos em nome do deus Alá e segundo a palavra do profeta Maomé. Sim, aquele que foi caricaturado nas páginas do Charlie Hebdo e cujo nome é proclamado pelos fundamentalistas islâmicos que “em nome de Alá e do Profeta Maomé” matam quem os ofende do mesmo modo que condenam e enforcam os cristãos que se recusam a renegar o cristianismo e não se convertem ao islão. Mas registamos também a ocidente, aqui mesmo entre nós, na nossa rua e ao virar da esquina, na mesa do café e no interior da escola, na sala de espera do hospital e à porta da igreja, outros tipos de fundamentalismo em muito ou absolutamente semelhantes ao que hoje é marca do pretenso Estado Islâmico: tudo em nome de Deus! Por oposição, e na verdade cristã, levanta-se a voz do Papa Francisco em genuíno apelo à paz, na aceitação da fé alheia mas também na condenação daqueles que não respeitam ou não respeitaram a liberdade de expressão nem a religião dos outros. Ao contrário da autenticidade cristã e da magnânime solidariedade entre pares tão própria da natureza humana, vimos o cordão da hipocrisia oportunista nos cerca de quarenta líderes políticos dos mais diferentes quadrantes que se reuniram numa das artérias (avenida) da cidade de Paris, supostamente no seio da manifestação de indignação contra o atentado islamista que vitimou o directório e núcleo operacional do jornal Charlie Hebdo. No entanto, estes homens e mulheres de poder político têm estado calados, nada dizem da violência contra os que por terras arábicas se afirma cristãos. Alguns daqueles “Je suis Charlie” assumem atitudes e lançam palavras de tapa boca, de anulação dos valores da matriz histórico-cultural dos povos europeus. Nem sequer os vemos fazer o que quer que seja pela preservação de templos, mosteiros ou de arte sacra cristã. Mas sempre que oportuno, justificam-se estes políticos em nome de valores da liberdade e da democracia, da isenção e da não ingerência em coisas de religião. Mas entretanto falam, decidem, indignam-se, escusam-se a isto e àquilo, enquanto outros atacam e matam em nome de um certo deus. De Deus não é certamente, porque nem qualquer deus, mesmo que da guerra, seria tão vil e despudorado. É tempo de os homens usarem tudo o que de bom há na natureza humana: sentido de fraternidade, docilidade, concórdia e amor, endógena necessidade de paz, sensatez e sabedoria. E tanto mais será conseguido a bem da humanidade se para tudo isto for invocado o Amor com verdade e pura paixão, o verdadeiro Amor, em nome de Deus. Proença-a-Nova, 20 de janeiro de 2015

publicado por AlfBernardo Couto às 11:01
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ECO...da/na Vida

O texto que se segue é resultado de reflexão sobre um ppt enviado pelo meu estimado mestre prof doutor João S. Pires, no qual a criança descobre o «eco», circunstância que o pai aproveita para lhe dar uma lição sobre a vida, o valor da auto-estima e do elogio justo como reforço positivo na construção da personalidade e o nosso lugar no mundo. «A vida não é uma coincidência nem é fruto do acaso. É certamente uma consequência do seu próprio viver mas também e sempre consequente da influência do viver do outro a nosso lado. Logo, tal como a morte é consequência da vida, a única consequência coincidente é a vida ser consequência de Si mesma, no reflexo do que foi, por "refração" do presente em projecção no futuro.»

publicado por AlfBernardo Couto às 10:51
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Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

Do Natal, sal e luz

Do Natal, sal e luz

 

É o natal vivido com mil emoções

Por entre luzes, sms e presentes.

Enche o natal de alegria os corações

Dos Cristãos, d’ ateus e até dos não crentes.

 

Vive-se o natal no mundo inteiro

Do Brasil aos USA, Paris…Jerusalém.

É este natal de luzes e sombras feito

Porque não tem o Menino-Deus de Belém.

 

É o natal vivido sob mil fantasias

Pai-natal, renas, trenó, tantas figuras

No presépio Jesus, José e Maria.

 

Falta que seja todos os dias natal

Nos corações nascido o Menino Jesus

E o cristão a ser no mundo luz e sal!

 

PªNova, 21 /12/ 2014                            

AlfBernardo Couto

publicado por AlfBernardo Couto às 23:40
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