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Sábado, 29 de Abril de 2006

versos desiludidos

RECADO APELO AOS POLÍTICOS “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o Mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades”. Camões Em tempos idos os alquimistas Transmutavam a matéria em ouro, No segredo das secretas oficinas Multiplicava-se o verbo Saber Obra dos deuses em reincarnação Os sábios na busca da pedra filosofal Pela perenidade do existencial viver. Os cofres estão hoje quase vazios Mesmo que se trabalhe feito mouro O ouro tem brilho de morte. Vende-se latão por dito cobre A argentina sedutora por prata falsa. Solto anda o diabo a amassar o pão Que inferniza o humano viver. Ó mundo insano e cruel, D´ Iscariotes Judas traidor! Deixa-nos do trabalho o suor Mais valioso qu´os trinta dinheiros Pagos p´los fariseus hipócritas Vós, do mundo lascivo e corrupto, Ouvi, politiqueiros ébrios do Poder! Será que não vêdes nas praças e ruas O rosto sofrido da barraca húmida Na subhumana catacumba A fome do Povo sedento de Justiça? Será que não vêdes este abrigo destelhado A rebentar pelas costuras? Como cresce a enorme multidão Dos sempre pobres escravizados Construtores dos vossos palácios E avenidas jardins do vosso ócio. Será que não vêdes nas praças e ruas Os passos perdidos do desemprego? Esbugalham.se mais os olhos de fome Incha a barriga à míngua de pão! Cuidai, pois, vós que tendes o Poder De acudir ao Povo que sofre! Usai na Democracia a melhor Política Vossa inteligência, arte e engenho Sem vos quedardes ante o espelho. Abri as portas e janelas do progresso Em nome da Paz, Amor e Justiça! ‘Olhai os lírios do campo’ e dos partos a dor. ‘Os pobres não precisam de flores nos cabelos para pedir esmola’ de migalhas não se faz misericórdia. Na mudança dos tempos, mudem-se as vontades, No respeito do Ser, conquiste-se a confiança; Todo o Mundo seja composto de abastança Tomando sempre novas qualidades a Humanidade. * 1 Nov.2002 – Proença-a-Nova COBIÇA, ÁGUA, PÓ... Correm ligeiras as águas Por entre margens apertadas Em turbilhão rolam as mágoas Das vidas em remoinho afogadas. É grande o bulício das gentes No afã pelo El Dorado. Mudam-se as vozes, sentimentos Por um só cêntimo furado. Perde senso este viver De tantas guerras vencido Na vã conquista do Poder. Veste de luto a Vida morta Por alcançar a eternidade: Tudo em pó se transforma. Sertã.2003 E VÃO 30... Valeu trinta dinheiros O beijo de Judas a Cristo Homem na Cruz imolado Em remissão do pecado primeiro. Tem um mês trinta dias Trinta missas um trintário Por causa de um Pilatos Ganha campo a hipocrisia. Trinta velas tem o navio No meu mar de trinta ondas Maré cheia maré vazia Na costa da vida agreste O mais forte casco s´arromba. Mas a Esperança recrudesce! LER INFÂNCIA É preciso Conhecer, ouvir E ver, Ler infância Nas linhas Dos rostos dos homens Que não São homens Livres Nos olhos Das mulheres Que são Tudo menos mulheres seres Humanos sonhos No crescer Dos seus filhos Meninos que como elas e eles Nunca foram meninos. · Publicação em ‘Correio Sindical’, Junho 1997, nº24, Jornal do Sindicato dos Professores da Zona Centro, Coimbra, p.17. AMOR TÃO PRÓXIMO... Procuremos somente a beleza, que a vida É um punhado infantil de areia ressequida, Um som de água ou de bronze e uma sombra que passa... (Eugénio de Castro) A beleza é o amor na Vida! Basta só procurar com olhos de ver E o Amor a dois querer encontrar. Belo é o Amor, Paixão a Diva. Ao ver-te, Diva, o Belo encontrei... Mas Paixão cruel logo em mim senti. O futuro era sombra que passa. Antes de mim, outro amor era teu. Senti-me atraiçoado pelos deuses! Até qu’ um volte-face em vespertina Muda o rumo das coisas entre nós: Um encontro fortuito faz renascer Num instante amor a esperança De seres minha. Restava teu sangue, Paixão exangue Amor tão próximo. Sublimou-se a Diva em Am(or)izade. Covilhã/PªNova) 1982 – 2003/Sertã
publicado por AlfBernardo Couto às 20:23
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