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Sexta-feira, 3 de Julho de 2015

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CRÓNICAS DA CONDIÇÃO HUMANA – LXXXI Alfredo Bernardo Serra Via Sacra vs. Via Luccis Na sua condição natural o homem busca a felicidade, procura o prazer…nega-se à dor! Ao cumprimento simpático: - “Olá, então, como vai?”, é comum ouvir-se responder: -“cá vou indo?”; outros lamuriam-se de que a vida é um calvário ou ainda para outros uma via-sacra. Uns e outros consideram pois que a sua vida é cheia de espinhos, tudo é tristeza e dor. Lamentações porventura derivadas do “Ser a vida e não ter já vida” (Vitorino Nemésio), no esquecimento de que afinal “Somos nós os culpados do que somos” (Miguel Torga). Nesta deriva contra a dor, propalam-se chavões contra a vida, enfunam-se vozes na defesa da morte assassina que tira a vida humana apenas para pôr fim ao sofrimento da pessoa, ou seja, na prática da eutanásia. Como se interromper a vida com a morte voluntária não fosse crime! E quanta dor fica no coração da mãe-mulher depois do aborto? Tanto sofre o pai e tamanha dor é a da mãe que perde um filho! Qual dor de Maria, aos pés de Jesus na cruz da Paixão! Oh! Mater dolorosa! Na revista “Arautos do Evangelho” (fev.2015, n.º 141), o editorial titula ”a vida e a dor” com sustentação em Job (7,1): “A vida do homem sobre a Terra é uma luta”. Mas logo adiante o editorialista apresenta a chave para a resolução da luta: ”O homem de fé encontra na dor o pleno significado de sua existência (…) Quem compreende quanto é natural sofrer, pode até gemer, e pedir a Deus que afaste a dor, mas se aclimata a ela como seu ambiente próprio. O sofrimento bem aceite dá esta alegria, esta serenidade que os antigos chamavam consolação”. O consolo que Job procurou junto de Deus, lembrado de que a vida humana é um sopro. De tão efémera que é a vida e fugazes os dias, de que adianta matar a vida porque nela há dor, se maior é a dor de quem a tira e a eterna dor se condenam o assassino e o suicida? Leve é a cruz na vida humana, se comparada com tantas vidas sem a dignidade humana em si mesmas. Tão pouco penosa é a peregrinação humana na Terra, comparada ao atroz sofrimento de Cristo a caminho do calvário do Gólgota. Quase terna é a dor corporal se comparada à tristeza espiritual causada pela sombra do Mal! No capítulo dedicado ao Sofrimento, em Sulco, São Josemaria Escrivá escreve: “Quanta neurastenia e histeria se eliminavam se – com a doutrina católica – se ensinasse deveras a viver como cristãos: amando Deus e sabendo aceitar as contrariedades como bênção vinda das suas mãos! (Sulo, 249). Neste mesmo entendimento da dor, é ainda São Josemaria Escrivá que aconselha: “Une a dor – a Cruz exterior ou interior – com a Vontade de Deus, por meio de um «fiat!» generosos, e encher-te-ás de alegria e de paz.” (Forja, 771) Apesar do sofrimento e da dor tão naturais da condição humana, façamos desta via sacra da vida uma via luccis humana que nos leva à eternidade celestial, qual via sacra que caminho para a morte na cruz foi meio indispensável à ressurreição de Cristo. Proença-a-Nova, 21 de Março de 2015

publicado por AlfBernardo Couto às 11:05
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