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Sábado, 2 de Junho de 2007

RECADO APELO AOS POLÍTICOS

RECADO APELO AOS POLÍTICOS

 

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança;

Todo o Mundo é composto de mudança,

Tomando sempre novas qualidades”.

Camões

Em tempos idos os alquimistas

Transmutavam a matéria em ouro,

No segredo das secretas oficinas

Multiplicava-se o verbo Saber

Obra dos deuses em reincarnação

Os sábios na busca da pedra filosofal

Pela perenidade do existencial viver.

Os cofres estão hoje quase vazios

Mesmo que se trabalhe feito mouro

O ouro tem brilho de morte.

Vende-se latão por dito cobre

A argentina sedutora por prata falsa.

Solto anda o diabo a amassar o pão

Que inferniza o humano viver.

Ó mundo insano e cruel,

D´ Iscariotes Judas traidor!

Deixa-nos do trabalho o suor

Mais valioso qu´os trinta dinheiros

Pagos p´los fariseus hipócritas

Vós, do mundo lascivo e corrupto,

Ouvi, politiqueiros ébrios do Poder!

 

Será que não vêdes nas praças e ruas

O rosto sofrido da barraca húmida

Na subhumana catacumba

A fome do Povo sedento de Justiça?

Será que não vêdes este abrigo destelhado

A rebentar pelas costuras?

Como cresce a enorme multidão

Dos sempre pobres escravizados

Construtores dos vossos palácios

E avenidas jardins do vosso ócio.

Será que não vêdes nas praças e ruas

Os passos perdidos do desemprego?

Esbugalham.se mais os olhos de fome

Incha a barriga à míngua de pão!

Cuidai, pois, vós que tendes o Poder

De acudir ao Povo que sofre!

Usai na Democracia a melhor Política

Vossa inteligência, arte e engenho

Sem vos quedardes ante o espelho.

Abri as portas e janelas do progresso

Em nome da Paz, Amor e Justiça!

‘Olhai os lírios do campo’

‘Os pobres não precisam de flores nos cabelos

para pedir esmola’

Na mudança dos tempos, mudem-se as vontades,

No respeito do Ser, conquiste-se a confiança;

Todo o Mundo seja composto de abastança

Tomando sempre novas qualidades a Humanidade.

* 1 Nov.2002 – Proença-a-Nova

1 e dos partos a dor.2 de migalhas não se faz misericórdia.

1

2

** Reescrito a partir de versão publicada em O Cruzeiro da Juventude , Dez.1997,

Proença-a-Nova, p.11.

José Gomes Ferreira
publicado por AlfBernardo Couto às 22:57
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