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Sexta-feira, 3 de Julho de 2015

HOMEM PEREGRINO

CRÓNICAS DA CONDIÇÃO HUMANA – LXXXIII Alfredo Bernardo Serra HOMEM PEREGRINO É da natureza humana o sentimento de o homem se sentir peregrino na Terra. Ao cumprimento comum “então, como vai?”, é comum ouvir-se a resposta: “cá vou, vai indo”. As páginas da História registam manifestações de peregrinação pelo Homem a lugares específicos: alto do monte, nascente ou margens do rio, templo por si construído para adoração da divindade… Em “Perefrinações”, Matilde Battistini escreve: «A peregrinação como uma metáfora da vida e da existência, no sentido pleno de experiência que a moldam e transformam, configura a identidade mais profunda do indivíduo.» (2011, p.6) A propósito, e porque a peregrinação é sempre uma viagem, registe-se o que diz Claudio Widmann: «A viagem é do homem. Nómadas e emigrantes, pioneiros e exploradores, astronautas e peregrinos, turistas e viajantes são todos os dias os intérpretes desta experiência… Porque cada viagem é sobretudo uma viagem interior.» (in Battistini, id.) A peregrinação assume normalmente carácter religioso realizada por viagem a lugar santo. E porque assim é, constitui-se na Igreja Cristã, desde os primórdios, como expressão visível da fé e da religiosidade dos fiéis do Povo de Deus, “pertencentes a uma comunidade historicamente peregrina em busca da Terra Prometida” (in Liturgia Diária, maio2015, p.28). Em Portugal, maio é o mês marcante da vivência peregrina nos caminhos de Fátima. Nos dias que antecedem o treze de maio, as estradas são palmilhadas por milhares de peregrinos, homens e mulheres de todas as idades, com diferentes experiências de vivência religiosa e sentido espiritual, vectores que por si condicionam e definem o espírito de peregrino. Ao empreender a peregrinação, procure o peregrino preparar-se interiormente com a consciência de a peregrinação ser «um processo de renovação interior com o intuito de devolver quem a faz a um estado de pureza original, refazendo as etapas de iniciação, o sofrimento com a alegria, das figuras divinas que a criaram.» (ibid.) Por conseguinte, cada vez mais se justifica o acompanhamento do peregrino por quem se assuma Guia de peregrinos e que o peregrino assuma inteiramente a sua condição de peregrino. É também neste campo fundamental que o peregrino, antes de iniciar a peregrinação, faça uma preparação espiritual e humana sob orientação de ministro ordenado (sacerdote ou diácono), se possível com o seu pároco, para que tudo aconteça em “peregrinar com fé!”, no princípio de que “peregrinar é: um convite de Deus; uma expressão de Fé; um acto de louvor e intercessão; um momento de conversão (reconciliação com Deus e com os irmãos); manifestação de alegria: ‘que alegria quando me disseram, vamos para a casa do Senhor!’, (salmo 21) como cantava exultante o Povo peregrino de Israel. Proença-a-Nova, 22 de Maio de 2015

publicado por AlfBernardo Couto às 11:13
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