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Segunda-feira, 14 de Junho de 2021

A chave da vida para 2020

A chave da vida para 2020

«Com a chave da voz abri a vida:

Mas sair? Onde o passo? E como, a porta?»

Assim começa o poema “Prisão” de Vitorino Nemésio, poeta que no questionamento da livre acção do homem no mundo e do poder da voz humana pela força da palavra, na poesia “Hélice pergunta: «Quando voltará o Sentido à casa do Homem?

Socorro-me deste pensar do Mestre Vitorino para aqui inventariar os registos do ano que se finda e em contracorrente projectar o novo ano que aí vem: 2020.

Em 2019 d.C. a crista da onda tanto nos mostrou a onda de violência e o vermelho do sangue dos mártires e vítimas inocentes de múltiplos atentados como arrastou para a praia na evidência do plástico a problemática do binómio poluição-ambiente.

Entre a voz do Papa Francisco e a coragem imberbe da pequena Greta, parece haverem despertado os políticos senhores do mundo para a emergência climática.

Assistimos ao noticiário que nos trouxe filmes reais de desvalidos corajosos me fuga da fome e da vil miséria, as infindáveis filas e saques a estabelecimentos comerciais que assolaram países vários da América hispânica governados pelo totalitarismo e pelo nepotismo; mas também registamos em 2019 as manifestações frequentes em países da Europa Unida e em Hong-Kong. Houve manifestações movidas pela crise económico-financeira mas também na dimensão exclusivamente política, com matriz ideológica umas e outras de natureza social-corporativa. Todavia, no palco do debate esteve a emergência climática com destaque para a importância do Sínodo para a Amazónia promovido pelo Papa Francisco e a influente acção da ONU na pessoa do seu Secretário-Geral, o português, cristão e político António Guterres.

As vagas noticiosas deram à costa esparsas informações dos mártires cristãos e dos hediondos ataques a Igrejas católicas, mas, em contracorrente, foram empoladas e malevolamente deturpadas notas de ocorrências menos respeitosas ou não provadas, falsas atitudes, comportamentos e palavras de prelados.

Vimos serem fomentadas guerras inter e intra-países e alimentadas querelas intestinas por mero interesse político e económico ou outros menos perceptíveis.

Com espanto e admiração, ouvimos há dias o Presidente do Partido Social-Democrata desafiar os outros candidatos ao cargo a declaração de interesses sobre o serem ou não  maçons, tendo ainda o ex-Presidente municipal da cidade Invicta trazido à arena o poder e influência da Maçonaria. A propósito, registemos os indescritíveis ataques à boa moral e costumes fundados na matriz judaico-cristã, as deliberações políticas e leis contra o modelo tradicional de família, a induzida cultura do aborto e da eutanásia, a normativização da homossexualidade e da igualdade de género. A deificação do corpo humano, e ainda a personificação de animais e coisas.

Na última noite de 2019 d.C., ousemos formular apenas um desejo: Senhor, que o Homem se conheça, e reconhecendo-se, Te encontre. Porque, afinal, «Deus é a mais próxima semelhança da humanidade» (Pestalozzi). E que assim a humanidade entre e saia do ano 2020 com a chave da vida: «esta vida não tem valor nenhum a não ser que sirva para a educação religiosa do nosso coração. (…) Tudo, é, portanto, educação na vida humana. Cada ano da nossa existência é a sequência dos anos que precedem e a preparação dos que se seguem; cada idade tem uma tarefa a desempenhar para si mesma, e uma outra relativa à idade que vem após ela» (Mme de Stael).

No apontar de 2020, «É tempo de «olhar alto e longe» (S.Paulo VI), para que impere a verdade e a justiça, a paz e a bonança, o Homem redescubra o Sentido da Casa Comum, a humanidade seja feliz, seja capaz de salvar-se e de salvar a Terra e toda a criação de Deus. Para que, como Vitorino Nemésio em ‘De Profundis’, cada pessoa possa clamar:

«Do profundo abismo em que me achei,

E em que não me lembro se caí ou fui precipitado,

Da lama fofa e a ferver de que me cozi, clamei

A vós, Senhor, surdo e infinito:

Sejas Tu neste grito

Para todo o sempre louvado».

Proença-a-Nova, 11 de Dezembro de 2019

publicado por AlfBernardo Couto às 19:16
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