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Segunda-feira, 14 de Junho de 2021

A palavra do ano

A palavra do ano

Ano após ano, instituições e órgãos de comunicação social nomeia a personalidade do ano e identificam um determinado acontecimento como o mais relevante na dimensão social, política, desportiva, cultural, etc.; aquele facto que foi impactante na sociedade ou determinante para mudanças significativas neste ou naquele plano e ou escala de influência activa. Também desde há alguns anos temos vindo a ser desafiados a escolher a palavra do ano. Esta escolha vocabular enquadra desde logo uma dimensão moral, valorativa e obedece a critérios de percepção e impacto social, e expressa também a frequência da notícia pública sobre o acontecimento associado à palavra ou expressão.

Neste contexto, a Porto Editora promoveu no ano de 2009 a selecção pública da palavra do ano por votação universal. A jeito de curiosidade e para reflexão, aqui registamos as palavras/expressões escolhidas na última década: 2009 – esmiuçar; 2010 – Venezuela; 2011 – austeridade; 2012 – entroikado; 2013 – bombeiro; 2014 – corrupção; 2015 – refugiado; 2016 – geringonça; 2017 – incêndios; 2018 – enfermeiro; 2019 – violência doméstica.

Estas “palavras do ano” reflectem claramente que nem tudo vai bem no «reino da Dinamarca», ou seja, a humanidade vive em tensão e no conflito, o clima social está doente e gravemente demente à escala global e ao nível local, da empresa até ao meio familiar.

É uma evidência generalizada o uso e abuso de poder por quem detém o Poder nos países e na administração de instituições regionais e locais. Neste exercício do Poder são muitos os casos conhecidos de lenocínio, a corrupção, o tráfico de influências, de pessoas e bens há muito tempo que fazem notícia e entopem tribunais; avolumam-se os casos de escândalo e são astronómicos os números de abortos, divórcios, suicídios, violações, homicídios e outros comportamentos disruptivos e disfuncionais que indiciam à exaustão o grau de infelicidade e busca de satisfação imediata do livre arbítrio. Impera a cultura do Eu, o egocentrismo determina atitudes e comportamentos, afirma-se o egoísmo a par com as práticas de altruísmo, de solidariedade e manifestação colectiva na defesa de certos valores, tantas vezes no efeito moda induzida por grupos de opinião, líder carismático ou até mesmo por pressão e acção mais ou menos clara de organizações públicas ou mesmo secretas.

 Em sentido lato, da observação do real, na análise do painel noticioso e pela leitura da estatística, inferimos haver a força do Poder e do Estado soberano sobre todos e tudo, o culto da Individualidade-Líder, cuja palavra é verdade absoluta e não se contesta; percebemos que neste triste e desgraçado clima social de tensão permanente há desrespeito pela dignidade humana, há perpetração de atentado ao direito à vida e à liberdade individual.

E assim se propaga a desesperança e o desamor, instala-se a Crise, e emergem com expressão concreta a violência e o crime. Vivemos dramaticamente a tragédia do Mundo em crise, ainda que na busca da felicidade, que parece não encontrar e cresce a desesperança. Neste plano reproduzimos as palavras do Papa Francisco “na justificada fúria das pessoas, a Igreja vê o reflexo da ira de Deus, atraiçoado e esbofeteado” (cit. In Christus vivit, Paulus-2019, p. 45). Porque há a ausência de Deus. Há a negação do Deus-Criador, que é Pai de Misericórdia. Falta a referência do Verbo humanado e o Seu Amor. Falta o conselho da Palavra que é Boa Nova da Esperança e do Amor.

Proença-a-Nova, 25 de Janeiro de 2020

publicado por AlfBernardo Couto às 19:17
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