.posts recentes

. SOMOS MODERNOS

. GÉNESIS - A natureza do s...

. No rescaldo do Verão

. Perigosa abstenção

. MISSÃO FAMÍLIA: F.E. – Fo...

. A Vida é fogo que arde… I...

. A Infância da Vida

. NATAL EM MIM

. É o NATAL do Menino Jesus

. NATAL de Belém ao Céu

.arquivos

. Maio 2018

. Dezembro 2016

. Dezembro 2015

. Julho 2015

. Dezembro 2014

. Setembro 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Abril 2013

. Dezembro 2012

. Agosto 2012

. Março 2012

. Janeiro 2012

. Novembro 2011

. Dezembro 2010

. Maio 2009

. Abril 2008

. Outubro 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Fevereiro 2007

. Abril 2006

Segunda-feira, 21 de Maio de 2018

A Vida é fogo que arde… Incendiados, indignados, resignados, esperançados…

CRÓNICA DA CONDIÇÃO HUMANA CXII

A Vida é fogo que arde… Incendiados, indignados, resignados, esperançados…

Alfredo Bernardo Serra

É a condição humana condicionada pelo facto tempo como variável que se faz passado-presente que determina a futura realidade da vida.

O dia 15 (quinze) de Outubro de 2017 não foi só mais um dia terrível de incêndios florestais em Portugal, mas o pior deste Verão, o dia em que ocorreu maior número de fogos nas florestas portuguesas com extensão ao coração de aldeias e vilas do interior até à beira-mar.

A fragilidade do corpo humano foi provada no inferno do fogo. Neste Verão, as labaredas cavalgaram desenfreadamente montes e vales, tudo devorando por extensos hectares de mato e floresta, plantações agrícolas e animais, casebres, casas senhoriais e até escolas; e tantas vidas humanas: mais de cem! E tantos milhares de homens e meios mecânicos usados no combate às chamas com gasto de tantos milhões de euros. Os tantos milhões de euros que podiam ser usados em favor dos cuidados de saúde primária, na segurança no trabalho, na educação e ensino, na prevenção dos riscos de incêndio e desde logo no ordenamento e limpeza da floresta.

Na dor sentida pelas dores de quantos foram flagelados pela praga diabólica dos fogos florestais neste Verão, o arcebispo de Braga diz que os portugueses têm direito à indignação por causa dos incêndios. Em entrevista à TSF, D. Jorge Ortiga afirmou: «Teremos que nos indignar, sem dúvida nenhuma, e exigir que tudo isto suscite respostas bem concretas, de modo a que não fiquemos pelas palavras, pelos discursos e para que algo de novo possa acontecer.» (sic.)

Veio, desde a primeira hora, S.Ex.ª o Sr.º Presidente da República exigir responsabilidades e sentido de Estado perante tão gravosa calamidade pública. Reclamou o povo as ajudas que tanto faltaram na necessidade, depois quase suprida pela solidariedade colectiva; e lá vieram uns quantos abraços-tardios-daqueles que têm responsabilidade política na matéria. E a prova-lo, apresentaram-se de luto perante as vidas escaldadas que escaparam às chamas de Verão.

Apressaram-se agora manifestações e outras movimentações públicas, arregimentadas umas com rosto e outras supostamente de matriz popular, mas onde há mãos controladoras, quem incita as hostes e proclama as palavras de ordem. Certo é que enquanto os “manifestantes” justamente “indignados” estão na rua, os injustamente despojados do que era seu estão nas suas terras a fazer a reconstrução com os laivos da esperança e a força de quem na vida sempre teve de amassar o pão com o suor do seu rosto, na honra do trabalho calejado pela honestidade, os que sabem o que são os sulcos do tempo e o desgaste que deixa a saudade dos que partiram, qual lisura da rocha vergastada pelo vento.

Veio agora, no pp 21 de Outubro, o Governo da Nação anunciar medidas políticas, «Tendo em vista encontrar soluções que permitam responder à problemática da valorização e defesa da floresta, o Governo aprovou hoje um conjunto de medidas que vêm dar cumprimento a três prioridades: 1.        Reparação e reconstrução; 2. Resiliência do território e das infraestruturas; 3.Reforma do modelo de prevenção e combate aos incêndios florestais.»

 Na valorização da condição humana e de tudo o que é fundamental para a vida com dignidade e a preservação da Casa Comum que é a Terra, resta-nos dar tempo no apurar de responsabilidades sobre tantas vidas humanas ceifadas, animais e plantas devorados pelo fogo. Mas mais importa agora recuperar a herança perdida, que as vidas mortas não têm volta!

publicado por AlfBernardo Couto às 11:33
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Maio 2018

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
18
19
20
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
blogs SAPO

.subscrever feeds