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Segunda-feira, 14 de Junho de 2021

Conversão ecológica

Conversão ecológica

Ambiente, ecologia, carbono zero, poluição, emergência climática e outra conexas são palavras na ordem do dia no debate político, em acções de rua pró-ambiente e nas dinâmicas manifestantes de ONG - Organizações Não Governamentais ambientalistas.

Há muitas décadas que nas escolas se desenvolvem práticas indutoras de consciência ambiental e cultivam práticas ecológicas

como a separação do lixo e a compostagem. Nos idos anos finais da década de 80 e anos subsequentes houve mesmo a disciplina de Ecologia, cujo estudo sempre esteve presente nos currícula dos ensinos gerais e complementares das escolas portuguesas e na generalidade dos países.

Mas como em tantas outras dimensões, também neste particular da relação ambiente-economia esta se tem sobreposto às causas do ambiente e às valências da Natureza no seu todo, com domínio absoluto dos objectivos de mercado para produção de riqueza financeira tanto dos países quanto de grupos económicos.

A bem do planeta Terra e da qualidade de vida dos seres vivos seus habitantes: animais - homens e mulheres incluídos -, e plantas… levantaram-se nos últimos tempos vozes possantes e políticos de primeiro plano clamando a emergência climática e a adopção de medidas que reduzam a poluição atmosférica, dos solos e das águas. Têm-se multiplicado as acções de rua, manifestações e discursos agitadores das consciências humanas, palavras que mudem os corações possuídos pelos valores do dinheiro e do bem-estar assente no plástico e nos CFC dos ambientadores de espaço e outros químicos da produção industrial poluente.

Na esteira da Encíclica Laudato Si (Louvado sejas - LS), veio agora o Papa Francisco promover não só os olhares e consciências para a emergência de defesa da Amazónia - o pulmão da Terra - mas sobretudo para que se cultive com seriedade uma relação saudável com a Terra e defensora do ambiente global que envolve o planeta casa comum da Humanidade. Nesta Carta Encíclica “sobre o cuidado da casa comum”, o Papa Francisco lança «um convite urgente a renovar o diálogo sobre a maneira como estamos a construir o futuro do planeta. Precisamos de um debate que nos una a todos, porque o desafio ambiental, que vivemos, e as suas raízes humanas dizem respeito e têm impacto sobre todos nós». Mas a preocupação da Igreja “na busca de um desenvolvimento sustentável e integral” (Laudato Si, 13) não é de hoje. Em 1971, o Papa Paulo VI referiu-se à problemática ecológica, apresentando-a como uma crise que «é consequência dramática» da actividade descontrolada do ser humano, recorda o Papa Francisco que lembra também as palavras do Papa São João Paulo II sobre este tema: “Na sua primeira encíclica, advertiu que o ser humano parece «não dar-se conta de outros significados do seu ambiente natural, para além daqueles que servem somente para os fins de um uso ou consumo imediatos» (Redemptor hominis - 4 de março de 1979) . Mais tarde (2001), convidou a uma conversão ecológica global” (LS,4-5). Também o Papa emérito Bento XVI se pronunciou assertivamente sobre a problemática ambiental na Terra com convite a «eliminar as causas estruturais das disfunções da economia mundial e corrigir os problemas de crescimento que parecem incapazes de garantir o respeito do meio ambiente» (LS, 6).  Em linha de coerência com a doutrina da Igreja, em LS – Louvado Sejas, o Papa Francisco propõe «uma ecologia que, nas suas várias dimensões, integre o lugar específico que o ser humano ocupa neste mundo e as suas relações com a realidade que o rodeia”. Neste sentido, todo o cristão, em particular, deve ter atitudes e comportamentos ecológicos fundadas nas «linhas de maturação humana inspiradas no tesouro da experiência espiritual cristã» (LS, 15) com a consciência basilar «duma origem comum, duma recíproca pertença e dum futuro partilhado por todos.» no abraçar «um grande desafio cultural, espiritual e educativo que implicará longos processos de regeneração» (LS, 202). É urgente a mudança de atitudes do homem na Terra no respeito do meio ambiente, na relação com a Natureza, Criação divina; precisa-se alteração de comportamentos no uso dos recursos naturais desta casa comum que é a Terra; é imperativa a consciência da emergência ecológica em cada um de nós. Aconteça, pois, e já, em cada ser humano a conversão ecológica.

20 de Outubro de 2019

publicado por AlfBernardo Couto às 19:14
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