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Segunda-feira, 14 de Junho de 2021

Juro que nunca vou ser pai

Juro que nunca vou ser pai

Alfredo Bernardo Serra

O mês de Junho todos os anos começa no seu primeiro dia por assinalar O Dia Mundial da Criança.

A ONU (Organização das Nações Unidas) tem mesmo uma estrutura – UNICEF (United Nations International Children’s Emergency Fund /Fundo das Nações Unidas para a Infância) - exclusivamente dedicada à acção a favor das crianças do Planeta Terra onde «Milhões de crianças são confrontadas com a pobreza, a fome, a violência, a exploração e a discriminação» (UNICEF). Em Portugal, o comité da UNICEF foi criado por Maria Violante Vieira, em 1979, e integra hoje uma rede de 34 Comités Nacionais que em outros tantos países integram a organização global UNICEF. Tal como a UNICEF, muitas outras organizações assumem como missão a defesa e a protecção das crianças à escala mundial ou apenas à dimensão internacional, nacional ou mesmo em território mais restrito. Em Portugal, além da UNICEF, existem várias instituições dedicadas à causa da Criança, nomeadamente a SOS Criança e A Casa do Gaiato do Padre Américo. Na alçada directa do Estado Português existe a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens  -CNPDPCJ, criada pelo Decreto-Lei nº 159/2015 de 10 de agosto, que foi alterado pelo Decreto-Lei nº 139/2017, de 10 de novembro, em continuidade da acção das CPM- Comissões de Protecção de Menores criadas em Portugal no ano de 1991 e depois convertidas em CPCJ, estruturas que hoje designam as Comissões instaladas a nível concelhio ou áreas territoriais específicas, sendo estas «instituições oficiais não judiciárias com autonomia funcional que visam promover os direitos da criança e do jovem e prevenir ou pôr termo a situações susceptíveis de afetar a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral».

A existência e funcionamento activo destas instituições só se verifica porque a maldade e a malvadez são uma realidade inegável na acção humana. A violência sobre os mais fracos e desprotegidos, em particular sobre as crianças, é ainda uma triste realidade neste século XXI da era Cristã.

Como tudo seria diferente na educação e formação amorosa das crianças pelos adultos se todos os homens e mulheres tivessem presente em si o belo e assertivo pensamento de Saint-Exupery: “todos os adultos já foram crianças… mas poucos se lembram disso”. Como o mundo seria mais belo se nós, homens e mulheres da era da tecnologia seguíssemos o ensinamento de Jesus Cristo “Se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças, não entrareis no reino dos Céus. Quem for humilde como esta criança, esse será o maior no reino dos Céus. E quem acolher em meu nome uma criança como esta, acolhe-Me a Mim. Vede bem. Não desprezeis um só destes pequeninos. Eu vos digo que os seus Anjos vêem constantemente o rosto de meu Pai que está nos Céus.” (Mt 18, 3-5).

Na minha infância, era comum os mais velhos serem guarda e cuidadores dos mais novos, porque a mãe tinha afazeres domésticos (ir num saltinho à horta, lavar umas peças de roupa, compras na mercearia,…), mas também ajudar em tarefas domésticas e lavores agrícolas leves, sem sentido de trabalho infantil, constituindo-se processo de aprendizagem social e formação de carácter.

Na época do Natal de 2019, num corredor de Centro Comercial, uma criança dos seus 10 anos guardava um irmão de colo que apesar de depositado no seu «carrinho de bebé» na irrequietude muito chateava o menino seu cuidador. E quanta atenção e responsabilidade este demonstrava naos gestos inquietos e nos olhos preocupados. O seu rosto revelava já cansaço. Então, olhando para o mano bebé e movimentando o carrinho para sossegar a pequenita criança - já havia decorrido cerca de meia-hora desde que me cruzei com a cena -, o miúdo desabafava: Juro que nunca vou ser pai!».

    Proença-a-Nova, 23 de Junho de 2020

publicado por AlfBernardo Couto às 19:01
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